Informações sobre promoção e manutenção da saúde vascular
Tromboangeite Obliterante (TAO)
A TAO é uma doença vascular não aterosclerótica, inflamatória (vasculite) que acomete vasos sangüíneos de pequeno e médio calibres (veias e artérias) nos membros inferiores e superiores. Raramente pode acometer vasos viscerais. É mais prevalente em homens que mulheres mas tem-se notado um aumento expressivo do número de casos em mulheres, principlamente nas últimas três últimas décadas.
Esta doença é exclusiva de usuários de tabaco e a maior incidência em mulheres nos últimos anos pode decorrer do maior uso de cigarros por estas.
Ao contrário da doença arterial obstrutiva aterosclerótica, a TAO acomete pessoas em faixa etária inferior e não é incomum pacientes abaixo da 4ª década de vida apresentarem sintomas e sinais desta patologia vascular.
Definição
A TAO é uma doença vascular não aterosclerótica, inflamatória (vasculite) que acomete vasos sangüíneos de pequeno e médio calibres (veias e artérias) nos membros inferiores e superiores. Raramente pode acometer vasos viscerais. É mais prevalente em homens que mulheres mas se tem notado um aumento expressivo do número de casos em mulheres, principlamente nas últimas três últimas décadas.
Esta doença é exclusiva de usuários de tabaco e a maior incidência em mulheres nos últimos anos pode decorrer do maior uso de cigarros por estas.
Ao contrário da doença arterial obstrutiva aterosclerótica, a TAO acomete pessoas em faixa etária inferior e não é incomum pacientes abaixo da 4ª década de vida apresentarem sintomas e sinais desta patologia vascular.
Causa
Não há fator causal claramente elucidado, o fato é que o uso de tabaco é condição básica para o diagnóstico, mas não se sabe exatamente se é o causador ou desencadeador da doença. O certo é que, com certeza, o indivíduo deve ter um componente qualquer que, interagindo com o fumo, desencadeia a doença. Isto não está bem claro e várias hipóteses como predisposição genética, alterações de coagulação, disfunção do endotélio (camada mais interna do vaso sangüíneo e que entra em contato com o sangue), alterações imunológicas podem estar envolvidas.
Ao microscópio, estes vasos acometidos pela doença apresentam infiltração inflamatória em todas as camadas e trombos (coágulos)
Quadro clínico
Tradicionalmente o quadro inicia com uma claudicação (dor ao andar ou fazer atividade física) nos pés e/ou mãos que pode evoluir para a panturrilha e/ou braço, conforme o membro afetado. Se o tratamento não for instituído, a doença pode evoluir para lesões gangrenosas(morte do tecido) de pele e dedos podendo levar a amputações maiores ou menores. Um autor, Shionoya, notou que o envolvimento de dois membros ocorreu em 16% dos casos, três membros em 41% e quatro membros em 43%. Pode ocorrer tromboflebite (inflamação e trombose de veias superficiais) em 40% dos pacientes. Alterações de sensibilidade dos membros também podem ocorrer. Gangrena de Dedos
Exames complementares
Não existem testes laboratoriais específicos, mas muitos exames podem ser realizados para afastar outras doenças que apresentam quadro clínico semelhante. A arteriografia (exame radiológico com contraste para avaliar a circulação arterial) pode ter um padrão sugestivo.
Tratamento
A medida terapêutica mais eficaz é a abdicação do uso do tabaco. Se isto for realizado nas fases da doença nas quais não há lesões gangrenosas, a chance de amputação do membros é praticamente zero. Entretanto, se não houver a cessação do fumo, amputações podem ser necessárias em até 43% das vezes. Há autores que recomendam até evitar o fumo passivo.
Cirurgias de revascularização do membro, tal como são realizadas nas obstruções ateroscleróticas, obtém resultados muito pobres (principalmente se o paciente continua fumando).
Bibliografia
1-Rutheford R: Vascular Surgery - Fifth Edition. WB Saunders, 2000
