Informações sobre promoção e manutenção da saúde vascular

Síndrome do Desfiladeiro torácico

Diagnóstico

No exame clínico, provas posicionais do membro superior e da cabeça podem desencadear os sintomas ou fazer desaparecer o pulso no membro superior.

Exames eletrofisiológicos (eletroneuromiografia é um deles) são importantes para determinar a lesão nervosa.

O raio X simples (em diversas incidências) pode demonstrar alterações ósseas como costelas cervicais.

O ultra-som doppler (duplex-scan) ajuda a determinar presená de distúrbios de fluxo e irregularidades nas paredes dos vasos e, muitas vezes, confirma a presença de compressão vascular.

A angiografia arterial ou venosa, além de demonstrar a obstrução vascular, delimitam o ponto exato de compressão.

A tomografia e a ressonância são úteis tanto para determinação do local da compressão como para caraterizar alterações anatômicas como costelas cervicais, bandas fibróticas,, hipertrofia dos músculos escalenos.

Tratamento

O tratamento vai depender do nível de dor ou de comprometimento vascular. A grande maioria dos sintomas decorrem de compressão nervosa. Para os quadros neurogênicos, o tratamento deve iniciar com alongamento, exercício e fisioterapia para corrigir e melhorar a postura do paciente.

A cirurgia está indicada quando o quadro doloroso não ceder ao tratamento conservador ou quando a compressão arterial ou venosa se manifestar na forma de trombose ou deformação do vaso. Geralmente é realizada a descompressão de acordo com o local de lesão anatômica. Assim, compressão pelos escalenos é aliviada com a retirada destes músculos; a compressão costo-clavicular é tratada com a retirada da primeira costela; a costela cervical e as bandas fibróticas devem ser retiradas.
O tratamento cirúrgico pode ser por via aberta tradicional ou por video-toracoscopia (menos invasivo).

Considerações finais

A questão mais importante com referência a síndrome dos desfiladeiro torácico é que o diagnóstico deve ser considerado com muita atenção, assim como o tratamento. Não se deve indicar tratamento intervencionista sem que o tratamento conservador tenha sido tentado intensivamente, mas também não se pode postergar tratamento cirúrgico quando o risco de lesão grave arterial ou venosa é evidente ou quando as lesões neurogênicas já causam incapacidade funcional ou atrofias.

Dr. Robson Barbosa de Miranda