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Perguntas freqüentes
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Tenho feito escleroterapia sem espuma com resultados insatisfatórios e lendo sobre isso, cheguei a conclusão que devo tentar a escleroterapia com espuma para obter melhores resultados. Dois angiologistas a quem fui dizem não gostar desse método já que pode provocar falta de ar no indivíduo pela entrada de oxigênio no sangue..? Sou saudável mas tenho pressão um pouco abaixo do normal. Posso correr algum risco fazendo o procedimento com espuma?! ?
A decisão entre a escleroterapia tradicional e com espuma não deve ser do paciente... O médico é que tem a capacidade técnica de decidir qual método é melhor para tratar as varizes. Alguns colegas não se sentem à vontade de usar a escleroterapia com espuma devido aos seus riscos potenciais. Relamente há descrições de casos isolados de acidentes graves com uso de espuma; entretanto a escleroterapia tradicional não é isenta de riscos e deve ser realizada por profissional especialista (Angiologista/Cirurgião Vascular). O risco potencial de embolia pulmonar na escleroterapia com espuma existe e, se a pessoa é portadora de comunicação inter-atrial ou inter-ventricular há o risco das microbolhas ganharem a circulação arterial e daí podem ocorrer sintomas de escotomas (brilhos na visão, como se estivessemos vendo pequenas estrelinhas), estados confusionais e até acidente vascular cerebral como descrito na literatura - Stroke after varicose vein foam injection sclerotherapy. J Vasc Surg. 2006 Jan;43(1):162-4 por Forlee e colaboradores (veja o artigo na íntegra em: http://www.jvascsurg.org/article/S0741-5214(05)01704-0/fulltext?issue_key=S0741-5214%2805%29X0178-1&issue_preview=no&search_preview=no&select2=no&select2=no&start=&startPage= ). Apesar disto tudo, ainda é um método seguro quando realizado por mãos experientes e o risco potencial de complicações mais graves é praticamente insignificante quando a espuma é injetada em vasos menores (como os vasinhos e veias reticulares laterais de coxa e perna). Apesar de ser um método altamente difundido e praticado (incusive por não especialistas, o que aumenta o potencial de acidentes) a escleroterapia tradicional também pode causar complicações e, talvez a freqüência destes procedimentos seja maior pelo fato de ser mais executada. No fim da história, o que importa é a segurança na capacidade de seu médico realizar o procedimento que ele tenha mais experiência e familiridade, pois costuma dar melhor resultado que os modismos.
Dr. Robson Barbosa de Miranda
